quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dia Mundial do Cidadão com deficiência

Hoje é o dia Mundial do Cidadão com Deficiência! Odeio estes dias. Quer dizer, existe mais de um milhão de deficientes em Portugal e só hoje, só neste dia que eles existem. Por amor de Deus. Estamos a falar de uma grande porção de população que fica literalmente esquecida, posta para segundo, para não dizer quinquagesimo plano. Mas que é isto??
É só neste dia é que se lembram que se tem de fazer alguma coisa para mudar este nosso País?Pior esta nossa misera cidade que é pró em barreiras arquitectónicas...Que tristeza
Esta sociedade pensa que é á custa de um outro programa televisivo a dar uma vez por ano que algo vai mudar e então hoje, unica e exclusivamente hoje resolvem abordar o tema da deficiência...mas com muito cuidado porque pode ferir mentalidades, susceptibilidades....
Estas e outras questões são as que uma cidadã com deficiência como eu, e tantos outros com os mais diversos handicaps se deparam todos os dias no seu quotidiano, não é hoje. são todos os dias.....
Não é com dias mundiais que vamos mudar algo pois 24h por ano não chegam para nada, não servem de nada. Sim, porque amanhã já é outro dia que não o do cidadão com deficiência por isso já nada se faz. Já ninguèm se lembra que este país está um caos, já ninguém se lembra que a diferença existe e que se tem de lutar pela igualdade de direitos e oportunidades.

3 comentários:

  1. Mary há que perpetuar dias como estes...a tua garra e determinação faz mudar a mentalidade das pessoas, nem que seja por um instante já valeu a pena...não queiras mudar o mundo mas se fizeres para mudar a consciência das pxs que te rodeiam, já é um passo gigante...espero que continues a dar passos gigantes como tens dado ultimamente...beijo enorme

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  2. Concordo plenamente contigo Maria, era muito mais útil q aproveitassem esses dias para divulgar o que foi feito no ano anterior em prole do bem estar com dignidade do cidadão com deficiência pelo menos para incentivar progressos para os anos seguintes, caso contrário não serve para nada e só marginaliza mais ao patentear as diferenças entre iguais.

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  3. Eu e a Maria temos a sorte de estar integrados na sociedade dita "normal", no meio académico ligado à Psicologia, a Maria como estudante e eu como funcionário há quase uma década. As nossas respectivas deficiências não são impeditivas de percorrermos o normal percusco de vida, graças, essencialmente à nossa força de vontade, à família, um pouco de sorte à mistura e, porque não, um certo quoficiente de inteligência que tem que existir, forçosamente.

    Porém, aposto que há centenas de pessoas com necessidades especiais, se quiserem, deficientes, que terão também imenso talento, mas permanecem fechadas em casa por falta de oportunidades, de igualdades, de formação, de motivação, enfim, um conjunto de factores injustos que os leva, não a viver, mas a sobreviver com uma refermita miserável, e alguns nem isso.

    Para esses, eu realço a necessidade de haver mais 364 Dias Internacionais da Pessoa com Deficiência e, mesmo assim, duvido que se notassem melhorias no quotidiano desses portugueses, cidadãos portadores dum BI igual aos ricos e àqueles que se julgam superiores neste país mesquinho.

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